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quinta-feira, 6 de maio de 2010

MEU MENINO




A vida pode ser amarga, pode até ser traiçoeira
Mas dentro dela existe uma pessoa, uma criatura, uma mulher
Que jamais esquecerá que foi amada e querida por alguém tão
sublime: VOCÊ.
Morrerei te amando e te desejando.
 
Su Angelote

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ALBERT CAMUS










2010 é o ano do cinquentenário de morte do escritor franco-argelino Albert Camus (1913–1960). Talento reconhecido em todo o mundo, Camus é um dos mais representativos escritores do século 20. Nascido em uma família pobre na cidade de Mondovi, na Argélia, então colônia da França na África, teve uma vida sacrificada e dura. Perdeu o pai (francês) quando tinha menos de um ano de idade, vitimado em uma batalha da 1ª Guerra Mundial. Foi criado pela mãe (espanhola), que não sabia ler nem escrever, e uma avó extremamente austera, em meio a uma condição que contemplava apenas as necessidades essenciais de sobrevivência, num subúrbio da capital Argel. Graças à ajuda de um mestre (Jean Grenier) graduo-se em Licenciatura em Filosofia, mas quando estava prestes a começar a docência contraiu tuberculose.

A doença o acompanhou o resto de sua breve vida e a frequente ameaça de morte o marcou profundamente, refletindo de maneira significativa na sua visão de mundo e na literatura que proferiu. Camus faleceu aos 47 anos em um acidente de carro, no sul da França. Entre seus livros mais conhecidos estão: O Estrangeiro, escrito em 1942 e traduzido para mais de 40 línguas; A Peste, de 1947, e A Queda, de 1956. Particularmente, destaco ainda na obra do vencedor do prêmio Nobel da Literatura de 1957 O Homem Revoltado.

Em O Estrangeiro, Camus nos deu uma história tensa, dura, intensa. Como era próprio no autor, é marcante o sentimento existencialista do personagem principal, sua solidão, dúvidas e o quase surrealismo de seus conflitos. Ainda que o livro seja uma obra de ficção, o personagem é inerente ao escritor, com a clara proximidade entre seus pensamentos e valores em relação à sociedade em que vive. A Peste é uma alegoria da guerra e da ocupação nazista e, mais amplamente, da condição humana, através da descrição de uma cidade ameaçada pela epidemia. Em O Homem Revoltado a reflexão existencialista acaba por descobrir que só revoltando-se pode o homem dar sentido a um mundo dominado pela “completa ausência de sentido”. “O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites... Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias”, são frases que marcam bem o pensamento do escritor.

Albert Camus questionou, em sua obra, assuntos com os quais seguimos nos debatendo. O escritor não queria ser apontado como um filósofo, mas filosofou sim - e muito -, imprimindo admirável comprometimento com a busca de um caminho ético na existência humana. Camus procurou sempre o real sentido da vida e o grande valor do agir nos indivíduos. Expôs as inquietações fundamentais da condição humana e os delineamentos de um itinerário humanista conciliado à experiência cotidiana da dignidade.

Até mudar-se para a Paris, onde começou a fazer parte da resistência contra os nazistas e fundou o jornal clandestino “Le Combat”, Camus viveu na Argélia. Apesar das dificuldades econômicas impostas pelo colonialismo, sua terra natal lhe extasiava com suas belezas naturais, seu romantismo, e a poesia que brotava de sua gente mestiça. Apaixonado pelo céu, pelo mar e pela exuberância feminina, Camus se deleitava ao ver as mulheres a amassar os absintos. Em seus romances a Argélia resiste insistentemente como uma bela e sedutora paisagem de fundo.

Enquanto jovem, o escritor foi o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. Um dos fatos que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil, em 1949, foi o amor do brasileiro pelo futebol. Tanto que uma das primeiras atitudes que Albert Camus teve ao pisar no Brasil foi pedir para que o levassem para assistir a um jogo. E seu amor pelo futebol o acompanhou por toda a vida. “O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem, devo ao futebol”, costumava dizer Camus.

Recentemente, por conta do cinquentenário de morte do escritor, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, acabou por lançar uma grande polêmica no país ao propor a transferência dos restos mortais de Albert Camus para o Panthéon, monumento em Paris onde já se encontram os mausoléus de célebres personagens da literatura francesa, entre eles Voltaire, Rousseau, Victor Hugo e Emile Zola. Para os críticos, a proposta de Sarkozy é uma tentativa de apoiar-se politicamente do legado de Camus, que é uma figura mítica da esquerda francesa. Parece que a tentativa do presidente francês não sensibilizou os filhos do escritor, os gêmeos Jean e Catherine, que acaba de publicar o livro Camus, Mon Père (Camus, meu pai), ainda sem tradução para o português.

 " Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer e que, de agora em diante, não recusamos a adiar para mais tarde. Na terra dolorosa, ela é o joio inesgotável, o amargo alimento, o vento forte que vem dos mares, a antiga e a nova aurora. "


“O que é, com efeito, o homem absurdo?
Aquele que, sem o negar, nada faz pelo eterno”.
 Albert Camus por Jean-Paul Sartre




(Escrito um dia após a morte de camus)

Camus era uma aventura singular de nossa cultura, um movimento cujas fases e cujo termo final tratávamos de compreender. Representava neste século e contra a história, o herdeiro atual dessa longa fila de moralistas cujas obras constituem talvez o que há de mais original nas letras francesas. Seu humanismo obstinado, estreito e puro, austero e sensual, travava um combate duvidoso contra os acontecimentos em massa e disformes deste tempo. Mas, inversamente, pela teimosia de suas repulsas, reafirmava, no coração de nossa época, contra os maquiavélicos, contra o bezerro de ouro do realismo, a existência do fato moral. Era, por assim dizer, esta inquebrantável afirmação. Por pouco que se o lesse ou refletisse a respeito, chocávamos com os valores humanos que ele sustentava em seu punho fechado, pondo em julgamento o ato político.

Inclusive seu silêncio, nestes últimos anos, tinha um aspecto positivo: este cartesiano do absurdo se negava a abandonar o terreno seguro da moralidade e entrar nos incertos caminhos da prática. Nós o adivinhávamos e adivinhávamos também os conflitos que calava, pois a moral, se se a considera, exige e condena juntamente a rebelião. Qualquer coisa que fosse o que Camus tivesse podido fazer ou decidir a sua frente, nunca teria deixado de ser uma das forças principais de nosso campo cultural, nem de representar a sua maneira a história da França e de seu século.

A ordem humana segue sendo só uma desordem; é injusta e precária; nela se mata e se morre de fome; mas pelo menos a fundam, a mantêm e a combatem, os homens. Nessa ordem Camus devia viver: este homem em marcha nos punha entre interrogações, ele mesmo era uma interrogação que procurava sua resposta; vivia no meio de uma longa vida; para nós, para ele, para os homens que fazem com que a ordem reine como para os que a recusam, era importante que Camus saísse do silêncio, que decidisse, que concluísse. Raramente os caracteres de uma obra e as condições do momento histórico exigiram com tanta clareza que um escritor viva.

Para todos os que o amaram há nesta morte um absurdo insuportável. Mas, teremos que aprender a ver esta obra truncada como uma obra total. Na medida mesmo em que o humanismo de Camus contém uma atitude humana frente à morte que havia de surpreendê-lo, na medida em que sua busca orgulhosa e pura da felicidade implicava e reclamava a necessidade desumana de morrer, reconheceremos nesta obra e nesta vida, inseparáveis uma de outra, a tentativa pura e vitoriosa de um homem reconquistando cada instante de sua existência frente à sua morte futura.

JEAN-PAUL SARTRE

EU RECOMENDO:
ALBERT CAMUS

                                                                       1913-1960

quarta-feira, 28 de abril de 2010

ONDE ESTÁ O AMOR?



Dias confusos tela embaçada, estarei chorando?
Um dia te encontrei, pensei, é você que amarei.
O tempo foi passando e eu sempre te admirando
Inteligente, viril, um poeta? Ou apenas uma estratégia?
No dia que te conheci, estremeci, queria te ter
Mas por que mentir? Tentei fugir. Não consegui,
Continuei a te amar, era assim que deveria ser
Mas qual o que, o amor não é assim, ele chega devagar
Mas para se afastar precisa de ausência, de desobediência
Precisa até de coragem para dizer “eu não te amo”.
O telefone emudeceu, a tela escureceu, você desapareceu.
Estou assim largada, nem um pouco admirada,

terça-feira, 20 de abril de 2010

INFINITO AMOR




Deixa-me enxugar tuas lágrimas com as minhas
Não deixe nosso amor ir com elas sem perdão
Se te fiz sofrer, imagina então como está o meu coração.
Está sangrando, está infeliz, porque não soube esperar
Não aprendeu a ser paciente e perdeu a consciência.
O poeta diz em cada oração sua que o amor é como uma
plantinha que precisa ser regada dia a dia.
Você diz que não partiu, mas como explicar então o vazio?
Ah! Amor infinito. Você diz que não se esvaiu, então
Explica-me onde estavas quando meu coração chorava?
Não procure meus defeitos, entenda-os, foi assim que aprendi a te amar.
Esquecendo os empecilhos e moendo os fiapos.
Onde pensas que podemos chegar? Ao paraíso?
Amor traído. A traição merece atenção, desde que não tenha razão.
Não estávamos juntos, nem ao menos em espírito.
Tu havias sumido apenas as letras era o teu compromisso.
Ah! Amor infinito não me julga, apenas perdoa o que nunca foi Perdido.
Su Angelote, 20/04/10

O LANCHE NOSSO DE CADA DIA


É caótico os lanches que são servidos nas aeronaves brasileiras

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PRISÃO SOLIDÁRIA


Esses meninos fizeram um teatrinho sobre o acontecimento na clínica.

A consciência nacional de nossos dirigentes precisa estar alertas para um dos maiores problemas sociais do nosso País: OS PAIS PRISIONEIROS DE SEUS PRÓPRIOS FILHOS.

A droga hoje está tão evidente em nossos lares, que nós, pais, vivemos acorrentados aos nossos filhos, para não deixá-los morrer nas ruas, nos becos, nas boates, pelas mãos de bandidos, aliciadores e traficantes.

Nosso governante deveria se inteirar melhor da temente situação e tomar atitudes, gerando verbas para contratação de clínicas capacitadas para o tratamento de adictos. (Pessoas viciadas em drogas lícitas e ilícitas, bem como, pessoas com alteração de comportamento).

Hoje, tomei ciência da “invasão” que o poder público, vestido de PROMOTOR, usando do seu autoritarismo em nome de uma lei que lhe foi concedida, conseguiu fazer evadir-se de uma clínica de recuperação em Uberlândia, aproximadamente 35 adictos em recuperação, que se encontravam em tratamento e protegidos da réstia das drogas que se alastram nas ruas.

O mais lamentável, foi ter que ouvir da boca desse “PROMOTOR”, quando uma mãe perguntou para ele se sabia o porquê daquelas pessoas estarem ali internadas e das consequências que viriam na hora que essas pessoas voltassem para casa, ele simplesmente respondeu: NÃO TENHO FILHOS DROGADOS.

Esse “PROMOTOR” não entendeu que, com os filhos internados, esses pais respiravam sossegados, enquanto sabiam terem seus filhos em tratamento. Onde estamos realmente? Voltamos a 31 de março de 1964?

Em nome de uma chamada DEMOCRACIA, os promotores aliados com a polícia local, usaram das mesmas prerrogativas para destruir naquele momento, o sonho de famílias que depositaram e custearam a esperança de uma renovação de vida para aqueles que ali se encontraram, sem nenhuma condição de consciência e atitudes. Ação essa, que aqui podemos afirmar, por culpa desses chamados “GOVERNANTES”, sem nenhuma sensibilidade, estão deixando acontecer ao nosso País, o que aconteceu na Colômbia, nos anos 70 e 80, quando o narcotráfico apropriou-se da sociedade daquele País, e que, numa ação de um governo atuante, após duas décadas, trabalhou com uma política voltada a eliminar o foco da distribuição dessas drogas, e não perseguir aqueles que desempenham o papel no tratamento desse problema social.

Fica aqui o meu lamento e minha crítica ao Poder Judiciário de Uberlândia e do País como um todo, que na preocupação de encher seus próprios bolsos com o dinheiro público, esquecem dos menos favorecidos, deixando nas mãos das “drogas”, os nossos filhos.

Graças a Deus e a consciência de meu filho, que se encontrava internado nessa clínica há seis meses, que ele optou por ficar, pois sabia que não estava numa prisão, e sim, aliado a pessoas que trabalham para o seu futuro, um futuro de um adicto limpo, sem drogas e sem a necessidade de mostrar a sociedade que é diferente, e sim, que é apenas uma pessoa normal, pronta para viver junto a sua família, sem se mostrar uma pessoa doente.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

LANÇAMENTO DE VIDAS EM CONFLITOS



Su Angelote convida você para a noite de autógrafos do lançamento de seu último romance VIDAS EM CONFLITOS, a realizar-se no dia 10 de maio de 2010, às 19:00hs na Livraria Cultura, no Paço Alfândega - Recife - PE

SINOPSE:

VIDAS EM CONFLITOS

Raquel chorava sentindo que estava perdendo sua mãe. Foi até a porta e verificou que estava trancada. Olhou pelas janelas, mas ela estava num andar alto, não adiantava gritar, ninguém iria ouvi-la. Ajoelhou-se e orou. Pediu a Deus para ajudar-lhe naquele momento. Pediu aos espíritos bons que viviam ao redor, pois ela os sentia, para terem compaixão e ajudá-la. Raquel ouvia vozes atropeladas sem conseguir entender nada. Sentia mãos tentando pegá-la, apalpá-la, mas não conseguia decifrar nada. Orou mais alto e com mais força, quando ouviu umas batidas na porta. Levantou-se rapidamente e perguntou quem era.

- Você está precisando de algo?

Ouviu uma voz do outro lado da porta dizer.

- É que eu estava passando e ouvi você chorando alto, quer que chame alguém?

Raquel sentiu o coração disparar. Não sabia se podia pedir ajuda. “- Será que era o certo a fazer?” Pensou. Olhou para trás e viu sua mãe inconsciente.

- Por favor, você trabalha no hotel ou é um hóspede?

- Eu trabalho aqui no hotel, mas pode confiar em mim. Apenas me diga se precisa de ajuda.

- Por favor, não diga a ninguém que eu falei com você. Mas eu preciso sair daqui. Estamos sendo aprisionadas por pessoas más e minha mãe está muito doente. Preciso levá-la a um hospital.

- Eu vou ver o que posso fazer. Volto daqui a pouco.

VIDAS EM CONFLITOS É UM ROMANCE ESCRITO COM MAGNITUDE E DIRIGIDO PARA PESSOAS QUE SABEM QUE VIVERAM E VIVERÃO GRANDES AMORES E QUE SERÃO PRESENTEADAS COM DORES E ALEGRIAS, PELO QUE VIVEMOS NAS NOSSAS VIDAS PASSADAS

segunda-feira, 15 de março de 2010

UM INIMIGO CHAMADO SOLIDÃO



Vida pérfida, coração sangrando...
Foi assim que terminei me encontrando, nessa tarde quente,
Espera insana, coração batendo, tanto tempo te querendo
E o mundo se esquivando, dos desejos que penetravam a carne.

Como doi o coração em chamas que clama teu nome, que pede
por desvaneios, que chora pelos teus beijos e não sabe os caminhos
que precisa percorrer para encontrar os teus carinhos.

Fui chamada para te buscar, mas teimo em não te encontrar, a solidão
já bate em minha porta, não terei mais como chamar o teu nome,
Morrer ou desvanescer, é assim que tenho que crer, matar para não morrer.

Solidão danada, que não deixa meu coração aquietar, nem mesmo te procurar.

Su Angelote, com o coração sofrido.
15-03-10

segunda-feira, 8 de março de 2010

MINHA HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER



No corpo as marcas do tempo, no rosto a serenidade de uma vida cheia de lutas vencidas.
Não é fácil para a mulher madura, mãe, avó, viver a tortura do tempo na própria pele. Umas vivenciam tudo isso com humor, encarando  a vida como se cada minuto valesse a pena. Outras, tentam mostrar a sociedade que não envelheceu, que os anos não passaram por elas.
          Umas trazem marcas firmes do passado, não deixando o sol dos dias felizes penetrar na vida.  Outras, preferem a sabedoria de dizer sempre, que as tristezas se foram e apenas a felicidade do momento conta.

Quantas mulheres tem a sabedoria de saber acertar sempre, na hora de ser mãe, esposa, irmã, filha, amiga e até política.

Eu quero desejar a todas as mulheres do Brasil, muita força para todos os momentos. Quero desejar a mãe que tem seu filho internado ou no mundo das drogas, para acreditarem que o mundo é bom e que tudo tem conserto quando colocamos o socorro nas mãos de Deus.

Meu abraço carinhoso para todas as poetas, escritoras, amigas e filhas, Deus é por nós, somos sábias e sabemos disso.

PARABÉNS PARA NÓS!