A vida pode ser amarga, pode até ser traiçoeira
Mas dentro dela existe uma pessoa, uma criatura, uma mulher
Que jamais esquecerá que foi amada e querida por alguém tão
sublime: VOCÊ.
Morrerei te amando e te desejando.
Su Angelote
SU ANGELOTE POETANDO COM AS LETRAS De todas as farsas que me transformo prefiro a poetisa Que ama o desconhecido Acata o impossível E nunca teme o inevitável.
2010 é o ano do cinquentenário de morte do escritor franco-argelino Albert Camus (1913–1960). Talento reconhecido em todo o mundo, Camus é um dos mais representativos escritores do século 20. Nascido em uma família pobre na cidade de Mondovi, na Argélia, então colônia da França na África, teve uma vida sacrificada e dura. Perdeu o pai (francês) quando tinha menos de um ano de idade, vitimado em uma batalha da 1ª Guerra Mundial. Foi criado pela mãe (espanhola), que não sabia ler nem escrever, e uma avó extremamente austera, em meio a uma condição que contemplava apenas as necessidades essenciais de sobrevivência, num subúrbio da capital Argel. Graças à ajuda de um mestre (Jean Grenier) graduo-se em Licenciatura em Filosofia, mas quando estava prestes a começar a docência contraiu tuberculose.
A doença o acompanhou o resto de sua breve vida e a frequente ameaça de morte o marcou profundamente, refletindo de maneira significativa na sua visão de mundo e na literatura que proferiu. Camus faleceu aos 47 anos em um acidente de carro, no sul da França. Entre seus livros mais conhecidos estão: O Estrangeiro, escrito em 1942 e traduzido para mais de 40 línguas; A Peste, de 1947, e A Queda, de 1956. Particularmente, destaco ainda na obra do vencedor do prêmio Nobel da Literatura de 1957 O Homem Revoltado.
Em O Estrangeiro, Camus nos deu uma história tensa, dura, intensa. Como era próprio no autor, é marcante o sentimento existencialista do personagem principal, sua solidão, dúvidas e o quase surrealismo de seus conflitos. Ainda que o livro seja uma obra de ficção, o personagem é inerente ao escritor, com a clara proximidade entre seus pensamentos e valores em relação à sociedade em que vive. A Peste é uma alegoria da guerra e da ocupação nazista e, mais amplamente, da condição humana, através da descrição de uma cidade ameaçada pela epidemia. Em O Homem Revoltado a reflexão existencialista acaba por descobrir que só revoltando-se pode o homem dar sentido a um mundo dominado pela “completa ausência de sentido”. “O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites... Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias”, são frases que marcam bem o pensamento do escritor.
Albert Camus questionou, em sua obra, assuntos com os quais seguimos nos debatendo. O escritor não queria ser apontado como um filósofo, mas filosofou sim - e muito -, imprimindo admirável comprometimento com a busca de um caminho ético na existência humana. Camus procurou sempre o real sentido da vida e o grande valor do agir nos indivíduos. Expôs as inquietações fundamentais da condição humana e os delineamentos de um itinerário humanista conciliado à experiência cotidiana da dignidade.
Até mudar-se para a Paris, onde começou a fazer parte da resistência contra os nazistas e fundou o jornal clandestino “Le Combat”, Camus viveu na Argélia. Apesar das dificuldades econômicas impostas pelo colonialismo, sua terra natal lhe extasiava com suas belezas naturais, seu romantismo, e a poesia que brotava de sua gente mestiça. Apaixonado pelo céu, pelo mar e pela exuberância feminina, Camus se deleitava ao ver as mulheres a amassar os absintos. Em seus romances a Argélia resiste insistentemente como uma bela e sedutora paisagem de fundo.
Enquanto jovem, o escritor foi o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. Um dos fatos que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil, em 1949, foi o amor do brasileiro pelo futebol. Tanto que uma das primeiras atitudes que Albert Camus teve ao pisar no Brasil foi pedir para que o levassem para assistir a um jogo. E seu amor pelo futebol o acompanhou por toda a vida. “O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem, devo ao futebol”, costumava dizer Camus.
Recentemente, por conta do cinquentenário de morte do escritor, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, acabou por lançar uma grande polêmica no país ao propor a transferência dos restos mortais de Albert Camus para o Panthéon, monumento em Paris onde já se encontram os mausoléus de célebres personagens da literatura francesa, entre eles Voltaire, Rousseau, Victor Hugo e Emile Zola. Para os críticos, a proposta de Sarkozy é uma tentativa de apoiar-se politicamente do legado de Camus, que é uma figura mítica da esquerda francesa. Parece que a tentativa do presidente francês não sensibilizou os filhos do escritor, os gêmeos Jean e Catherine, que acaba de publicar o livro Camus, Mon Père (Camus, meu pai), ainda sem tradução para o português.
" Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer e que, de agora em diante, não recusamos a adiar para mais tarde. Na terra dolorosa, ela é o joio inesgotável, o amargo alimento, o vento forte que vem dos mares, a antiga e a nova aurora. "
“O que é, com efeito, o homem absurdo?
Aquele que, sem o negar, nada faz pelo eterno”.
Deixa-me enxugar tuas lágrimas com as minhas
Não deixe nosso amor ir com elas sem perdão
Se te fiz sofrer, imagina então como está o meu coração.
Está sangrando, está infeliz, porque não soube esperar
Não aprendeu a ser paciente e perdeu a consciência.
O poeta diz em cada oração sua que o amor é como uma
plantinha que precisa ser regada dia a dia.
Você diz que não partiu, mas como explicar então o vazio?
Ah! Amor infinito. Você diz que não se esvaiu, então
Explica-me onde estavas quando meu coração chorava?
Não procure meus defeitos, entenda-os, foi assim que aprendi a te amar.
Esquecendo os empecilhos e moendo os fiapos.
Onde pensas que podemos chegar? Ao paraíso?
Amor traído. A traição merece atenção, desde que não tenha razão.
Não estávamos juntos, nem ao menos em espírito.
Tu havias sumido apenas as letras era o teu compromisso.
Ah! Amor infinito não me julga, apenas perdoa o que nunca foi Perdido.
Su Angelote, 20/04/10
Esses meninos fizeram um teatrinho sobre o acontecimento na clínica.
A consciência nacional de nossos dirigentes precisa estar alertas para um dos maiores problemas sociais do nosso País: OS PAIS PRISIONEIROS DE SEUS PRÓPRIOS FILHOS.
A droga hoje está tão evidente em nossos lares, que nós, pais, vivemos acorrentados aos nossos filhos, para não deixá-los morrer nas ruas, nos becos, nas boates, pelas mãos de bandidos, aliciadores e traficantes.
Nosso governante deveria se inteirar melhor da temente situação e tomar atitudes, gerando verbas para contratação de clínicas capacitadas para o tratamento de adictos. (Pessoas viciadas em drogas lícitas e ilícitas, bem como, pessoas com alteração de comportamento).
Hoje, tomei ciência da “invasão” que o poder público, vestido de PROMOTOR, usando do seu autoritarismo em nome de uma lei que lhe foi concedida, conseguiu fazer evadir-se de uma clínica de recuperação em Uberlândia, aproximadamente 35 adictos em recuperação, que se encontravam em tratamento e protegidos da réstia das drogas que se alastram nas ruas.
O mais lamentável, foi ter que ouvir da boca desse “PROMOTOR”, quando uma mãe perguntou para ele se sabia o porquê daquelas pessoas estarem ali internadas e das consequências que viriam na hora que essas pessoas voltassem para casa, ele simplesmente respondeu: NÃO TENHO FILHOS DROGADOS.
Esse “PROMOTOR” não entendeu que, com os filhos internados, esses pais respiravam sossegados, enquanto sabiam terem seus filhos em tratamento. Onde estamos realmente? Voltamos a 31 de março de 1964?
Em nome de uma chamada DEMOCRACIA, os promotores aliados com a polícia local, usaram das mesmas prerrogativas para destruir naquele momento, o sonho de famílias que depositaram e custearam a esperança de uma renovação de vida para aqueles que ali se encontraram, sem nenhuma condição de consciência e atitudes. Ação essa, que aqui podemos afirmar, por culpa desses chamados “GOVERNANTES”, sem nenhuma sensibilidade, estão deixando acontecer ao nosso País, o que aconteceu na Colômbia, nos anos 70 e 80, quando o narcotráfico apropriou-se da sociedade daquele País, e que, numa ação de um governo atuante, após duas décadas, trabalhou com uma política voltada a eliminar o foco da distribuição dessas drogas, e não perseguir aqueles que desempenham o papel no tratamento desse problema social.
Fica aqui o meu lamento e minha crítica ao Poder Judiciário de Uberlândia e do País como um todo, que na preocupação de encher seus próprios bolsos com o dinheiro público, esquecem dos menos favorecidos, deixando nas mãos das “drogas”, os nossos filhos.
Graças a Deus e a consciência de meu filho, que se encontrava internado nessa clínica há seis meses, que ele optou por ficar, pois sabia que não estava numa prisão, e sim, aliado a pessoas que trabalham para o seu futuro, um futuro de um adicto limpo, sem drogas e sem a necessidade de mostrar a sociedade que é diferente, e sim, que é apenas uma pessoa normal, pronta para viver junto a sua família, sem se mostrar uma pessoa doente.
Su Angelote convida você para a noite de autógrafos do lançamento de seu último romance VIDAS EM CONFLITOS, a realizar-se no dia 10 de maio de 2010, às 19:00hs na Livraria Cultura, no Paço Alfândega - Recife - PE
Vida pérfida, coração sangrando...Foi assim que terminei me encontrando, nessa tarde quente,
Não é fácil para a mulher madura, mãe, avó, viver a tortura do tempo na própria pele. Umas vivenciam tudo isso com humor, encarando a vida como se cada minuto valesse a pena. Outras, tentam mostrar a sociedade que não envelheceu, que os anos não passaram por elas.No corpo as marcas do tempo, no rosto a serenidade de uma vida cheia de lutas vencidas.