SU ANGELOTE POETANDO COM AS LETRAS De todas as farsas que me transformo prefiro a poetisa Que ama o desconhecido Acata o impossível E nunca teme o inevitável.
WHATSAP
terça-feira, 18 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
JÁ NÃO AMO MAIS
O pecado não toma conta de minha vida
Não ando a procura de amores fúteis e sem vida
Sem paixão, sem coração, a procura de adoção
De alguém que aqueça o meu coração.
De alguém que aqueça o meu coração.
A vida me traz surpresas diárias, mas me deixa vazia
A lua se acovardou e de mim não faz poesia
Não tenho pulsar, não suo frio, não tremo na base
Cai do palco deixando as luzes se apagar atrás de mim.
Mas o que é o amor senão um sentimento abstrato?
Amar é deixar cair o véu da insanidade?
Ter um amor de verdade é mascarar a vaidade?
E se perder no marasmo, esquecendo a felicidade.
Tenho pensado sobre o amor e a solidão.
Ambos andam juntos se negando a trocar de trilhos
Sentimentos que traz felicidade e agonia
Noites de prazeres e a escuridão da insônia.
Quero morrer ladeada de amores sem corrosões
De prazeres infindos sem precisar doar flores
Amores fingidos, mas, destemidos de serem vividos
Etenamente incompreendidos
Su Angelote
quinta-feira, 6 de maio de 2010
IMPOSSÍVEL TE PERDER! ME PERDER!
MEU MENINO
segunda-feira, 3 de maio de 2010
ALBERT CAMUS
2010 é o ano do cinquentenário de morte do escritor franco-argelino Albert Camus (1913–1960). Talento reconhecido em todo o mundo, Camus é um dos mais representativos escritores do século 20. Nascido em uma família pobre na cidade de Mondovi, na Argélia, então colônia da França na África, teve uma vida sacrificada e dura. Perdeu o pai (francês) quando tinha menos de um ano de idade, vitimado em uma batalha da 1ª Guerra Mundial. Foi criado pela mãe (espanhola), que não sabia ler nem escrever, e uma avó extremamente austera, em meio a uma condição que contemplava apenas as necessidades essenciais de sobrevivência, num subúrbio da capital Argel. Graças à ajuda de um mestre (Jean Grenier) graduo-se em Licenciatura em Filosofia, mas quando estava prestes a começar a docência contraiu tuberculose.
A doença o acompanhou o resto de sua breve vida e a frequente ameaça de morte o marcou profundamente, refletindo de maneira significativa na sua visão de mundo e na literatura que proferiu. Camus faleceu aos 47 anos em um acidente de carro, no sul da França. Entre seus livros mais conhecidos estão: O Estrangeiro, escrito em 1942 e traduzido para mais de 40 línguas; A Peste, de 1947, e A Queda, de 1956. Particularmente, destaco ainda na obra do vencedor do prêmio Nobel da Literatura de 1957 O Homem Revoltado.
Em O Estrangeiro, Camus nos deu uma história tensa, dura, intensa. Como era próprio no autor, é marcante o sentimento existencialista do personagem principal, sua solidão, dúvidas e o quase surrealismo de seus conflitos. Ainda que o livro seja uma obra de ficção, o personagem é inerente ao escritor, com a clara proximidade entre seus pensamentos e valores em relação à sociedade em que vive. A Peste é uma alegoria da guerra e da ocupação nazista e, mais amplamente, da condição humana, através da descrição de uma cidade ameaçada pela epidemia. Em O Homem Revoltado a reflexão existencialista acaba por descobrir que só revoltando-se pode o homem dar sentido a um mundo dominado pela “completa ausência de sentido”. “O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites... Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias”, são frases que marcam bem o pensamento do escritor.
Albert Camus questionou, em sua obra, assuntos com os quais seguimos nos debatendo. O escritor não queria ser apontado como um filósofo, mas filosofou sim - e muito -, imprimindo admirável comprometimento com a busca de um caminho ético na existência humana. Camus procurou sempre o real sentido da vida e o grande valor do agir nos indivíduos. Expôs as inquietações fundamentais da condição humana e os delineamentos de um itinerário humanista conciliado à experiência cotidiana da dignidade.
Até mudar-se para a Paris, onde começou a fazer parte da resistência contra os nazistas e fundou o jornal clandestino “Le Combat”, Camus viveu na Argélia. Apesar das dificuldades econômicas impostas pelo colonialismo, sua terra natal lhe extasiava com suas belezas naturais, seu romantismo, e a poesia que brotava de sua gente mestiça. Apaixonado pelo céu, pelo mar e pela exuberância feminina, Camus se deleitava ao ver as mulheres a amassar os absintos. Em seus romances a Argélia resiste insistentemente como uma bela e sedutora paisagem de fundo.
Enquanto jovem, o escritor foi o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. Um dos fatos que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil, em 1949, foi o amor do brasileiro pelo futebol. Tanto que uma das primeiras atitudes que Albert Camus teve ao pisar no Brasil foi pedir para que o levassem para assistir a um jogo. E seu amor pelo futebol o acompanhou por toda a vida. “O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem, devo ao futebol”, costumava dizer Camus.
Recentemente, por conta do cinquentenário de morte do escritor, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, acabou por lançar uma grande polêmica no país ao propor a transferência dos restos mortais de Albert Camus para o Panthéon, monumento em Paris onde já se encontram os mausoléus de célebres personagens da literatura francesa, entre eles Voltaire, Rousseau, Victor Hugo e Emile Zola. Para os críticos, a proposta de Sarkozy é uma tentativa de apoiar-se politicamente do legado de Camus, que é uma figura mítica da esquerda francesa. Parece que a tentativa do presidente francês não sensibilizou os filhos do escritor, os gêmeos Jean e Catherine, que acaba de publicar o livro Camus, Mon Père (Camus, meu pai), ainda sem tradução para o português.
" Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer e que, de agora em diante, não recusamos a adiar para mais tarde. Na terra dolorosa, ela é o joio inesgotável, o amargo alimento, o vento forte que vem dos mares, a antiga e a nova aurora. "
“O que é, com efeito, o homem absurdo?
Aquele que, sem o negar, nada faz pelo eterno”.
Albert Camus por Jean-Paul Sartre
(Escrito um dia após a morte de camus)
Camus era uma aventura singular de nossa cultura, um movimento cujas fases e cujo termo final tratávamos de compreender. Representava neste século e contra a história, o herdeiro atual dessa longa fila de moralistas cujas obras constituem talvez o que há de mais original nas letras francesas. Seu humanismo obstinado, estreito e puro, austero e sensual, travava um combate duvidoso contra os acontecimentos em massa e disformes deste tempo. Mas, inversamente, pela teimosia de suas repulsas, reafirmava, no coração de nossa época, contra os maquiavélicos, contra o bezerro de ouro do realismo, a existência do fato moral. Era, por assim dizer, esta inquebrantável afirmação. Por pouco que se o lesse ou refletisse a respeito, chocávamos com os valores humanos que ele sustentava em seu punho fechado, pondo em julgamento o ato político.
Inclusive seu silêncio, nestes últimos anos, tinha um aspecto positivo: este cartesiano do absurdo se negava a abandonar o terreno seguro da moralidade e entrar nos incertos caminhos da prática. Nós o adivinhávamos e adivinhávamos também os conflitos que calava, pois a moral, se se a considera, exige e condena juntamente a rebelião. Qualquer coisa que fosse o que Camus tivesse podido fazer ou decidir a sua frente, nunca teria deixado de ser uma das forças principais de nosso campo cultural, nem de representar a sua maneira a história da França e de seu século.
A ordem humana segue sendo só uma desordem; é injusta e precária; nela se mata e se morre de fome; mas pelo menos a fundam, a mantêm e a combatem, os homens. Nessa ordem Camus devia viver: este homem em marcha nos punha entre interrogações, ele mesmo era uma interrogação que procurava sua resposta; vivia no meio de uma longa vida; para nós, para ele, para os homens que fazem com que a ordem reine como para os que a recusam, era importante que Camus saísse do silêncio, que decidisse, que concluísse. Raramente os caracteres de uma obra e as condições do momento histórico exigiram com tanta clareza que um escritor viva.
Para todos os que o amaram há nesta morte um absurdo insuportável. Mas, teremos que aprender a ver esta obra truncada como uma obra total. Na medida mesmo em que o humanismo de Camus contém uma atitude humana frente à morte que havia de surpreendê-lo, na medida em que sua busca orgulhosa e pura da felicidade implicava e reclamava a necessidade desumana de morrer, reconheceremos nesta obra e nesta vida, inseparáveis uma de outra, a tentativa pura e vitoriosa de um homem reconquistando cada instante de sua existência frente à sua morte futura.
JEAN-PAUL SARTRE
EU RECOMENDO:
ALBERT CAMUS
1913-1960
quarta-feira, 28 de abril de 2010
ONDE ESTÁ O AMOR?
Dias confusos tela embaçada, estarei chorando?
Um dia te encontrei, pensei, é você que amarei.
O tempo foi passando e eu sempre te admirando
Inteligente, viril, um poeta? Ou apenas uma estratégia?
No dia que te conheci, estremeci, queria te ter
Mas por que mentir? Tentei fugir. Não consegui,
Continuei a te amar, era assim que deveria ser
Mas qual o que, o amor não é assim, ele chega devagar
Mas para se afastar precisa de ausência, de desobediência
Precisa até de coragem para dizer “eu não te amo”.
O telefone emudeceu, a tela escureceu, você desapareceu.
Estou assim largada, nem um pouco admirada,
terça-feira, 20 de abril de 2010
INFINITO AMOR
Deixa-me enxugar tuas lágrimas com as minhas
Não deixe nosso amor ir com elas sem perdão
Se te fiz sofrer, imagina então como está o meu coração.
Está sangrando, está infeliz, porque não soube esperar
Não aprendeu a ser paciente e perdeu a consciência.
O poeta diz em cada oração sua que o amor é como uma
plantinha que precisa ser regada dia a dia.
Você diz que não partiu, mas como explicar então o vazio?
Ah! Amor infinito. Você diz que não se esvaiu, então
Explica-me onde estavas quando meu coração chorava?
Não procure meus defeitos, entenda-os, foi assim que aprendi a te amar.
Esquecendo os empecilhos e moendo os fiapos.
Onde pensas que podemos chegar? Ao paraíso?
Amor traído. A traição merece atenção, desde que não tenha razão.
Não estávamos juntos, nem ao menos em espírito.
Tu havias sumido apenas as letras era o teu compromisso.
Ah! Amor infinito não me julga, apenas perdoa o que nunca foi Perdido.
Su Angelote, 20/04/10
Assinar:
Postagens (Atom)
-
A vida de uma mãe, desde os primórdios tempos, vem sendo narrada em prosas, versos, contos, livros de auto-ajuda, etc... Retratada por g...
-
Talvez em meu mundo, sejas tu oh linda mulher, que meus olhos se encantam com sua beleza, e minha mente me leva aos desejos mais lindos e i...








