SU ANGELOTE POETANDO COM AS LETRAS De todas as farsas que me transformo prefiro a poetisa Que ama o desconhecido Acata o impossível E nunca teme o inevitável.
WHATSAP
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de rodaGira, a entreter a razão,Esse comboio de cordaQue se chama coração.
Fernando Pessoa sabe o que faz.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
LAMENTAÇÃO
Peguei meu cachorro e fui dar umas voltas no quarteirão para espantar o desânimo e todo o mal estar que tínhamos todas as manhãs.
Caminhando, as lágrimas desciam pelo rosto cansado de lutar contra uma dura realidade: o desgaste de uma relação conjugal.
Chorando, lamentando, muitas chuvas passadas corriam pela minha mente triste. Blasfemei, perguntei a Deus onde Ele estava, quando me deixou chegar aquele ponto...
Já não tinha forças para dialogar, brigar, xingar, me perdi no emaranhado de nossas vidas sempre tão perturbadas.
Peguei-me ao “segredo”, e não vi relação com nada; naquela noite viajaríamos para São Paulo, para nos divertirmos, e, no entanto, o mal estar, o mal querer, não passava.
As lágrimas ainda rolavam no meu rosto, quando dobrei uma esquina, e me deparei com uma cena, que acredito, nunca mais vou esquecer.
Um homem estava dormindo na calçada, sujo, seu travesseiro era uma estopa, para se cobrir do sol, se encolhia debaixo de um carro de mão cheio de lixo, junto ao seu rosto, um cão, guardava o seu dono.
De repente, me senti pequenininha, mesquinha, frustrada, por perceber ali, alguém que sofria muito mais que eu, que precisava muito mais de Deus que eu.
Eu que tinha acabado de desfrutar de uma mesa farta de pães, queijos, café fresquinho, leite...
Eu, que acabara de acordar de uma cama gostosa, macia, forrada com lençol de puro algodão, travesseiros de penas de gansos...
Mas, eu estava ali, lamentando minha vida, perguntando onde estava Deus.
Como sou egoísta, como posso lamentar a vida que tenho dada por Deus, cogitar por Deus, pelo seu amor por mim, quando ali, diante de meus olhos, observo alguém precisando muito mais Dele. Vendo o quanto Deus está ocupado, cuidando daquelas pessoas tão mais necessitadas de carinho do que eu.
Perdoa-me meu Deus, por não ter crescido e não ter ainda aprendido a administrar a vida bela que tenho nas mãos.
Amém
Su Angelote
quarta-feira, 21 de julho de 2010
QUIMERAS
Quisera que o mundo em que vivo desaparecesseQuisera que a vida me mostrasse caminhos diferentesCertamente a minha vida seria ao teu ladoE o amor seria para nós, eternizado.
A vida tem suas escolhas, suas opções, seus caminhosQuem sou eu? Ninguém me ensinou a viver sozinha.Aprendi que amar é dividir os sentimentos,explorar corpos, enxugar lágrimas, emocionar-se.
Quando a vida nos mostra as suas façanhas, ela nos mostra também as suas estradas, suas portas. Mas, no entanto, não sabemos mas raciocinar diante dos atropelos do que aprendemos ao que é respeitar.
Quero uma vida plena, cheias de mistérios, de momentos infindos, corações sondáveis, morte lenta, descobrindo lágrimas no coração do seu amor, deixando o leito frio do lado esquerdo, mas, certamente, a saudade de quem amou.
O poeta inibe a vida triste que leva, sorri da tola sobrevivência e chora da liberdade encarcerada. Amar é viver o momento da decisão, e esse amor eu não aprendi a buscar com a razão.
Su Angelote
N.A. A vida tem seus mistérios, e saiba que eu já me arrependi de tudo que ainda não vivi.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
FELIZ ANIVERSÁRIO AMIGA QUERIDA.
FELIZ ANIVERSÁRIO AMIGA QUERIDA.
J amais duvidei da nossa linda amizade
A vida sempre me mostrou sua parte boa
N avios atracam sempre em portos seguros
A ssim não perde o rumo dos seus destinos
I ndubitável você é minha princesa
N ada pode abalar as suas estruturas
A certeza de dizer-te isso está na palavra AMOR
D evagar você vai consquistando seu lugar ao sol
A lcançando todos os sonhos e desejos
C urta esse dia amiga querida, pois ele é único
U na sua família, seus amigos e me inclua
N unca desista de seus sonhos
H averá sempre um lugar ao sol para você
A vida é linda, o dia é seu: É SEU ANIVERSÁRIO JANAÍNA!!!
Um beijo dessa amiga-irmã que te ama, te admira e é sua fã.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
CAMA ALHEIA
Tenho o dia inteiro para viver o desconhecidoViver as aflições da culpa de tudo que não vivi.Já não me deito nas camas alheiasMas me torturo pelo bem que elas me fizeram.
Santidade profana minha alma grita:Quem és tu mulher perdida?Uma feiticeira? Uma bandoleira?Ou será apenas um espírito malditoQue nunca passou pelo mundo perdido?
Camas alheias mal vividasAinda quentes, esperam o meu corpoVidas passadas que não me traíramMas que me atormentam com suas verdades.
Quero arrepender-me do que fizMas o que foi que eu fiz?Trai-te? Coibi-me? Aperfeiçoei-me?Não sei mais o que passa em minha mente.
Só sinto o corpo pesado da idade fluenteDe um passado dormente, triste, sem vidaO que procuras em mim já não existeApenas tu acreditas na utopia ríspida
Já não me deito em camas alheiasCom cheiro de suor, sexo e vergonhaJá não me deito na tua camaCom seus pecados, promessas e mentiras.
TRAIÇÃO
No mar de meus pecados não me culpo de traiçãoAs ondas me levaram ao monte das virtudesProcurei-te aonde não te achariasCai na tentação, não me perdoasses.
E agora que a verdade apareceQuem tu pensas que podes julgar?A mim, mulher íntegra e sem máculas?Ou a ti que sempre se envergonhasses?
O tempo mostrou a minha integridadeA beleza de todos os atos insondáveisDiante de ti sou uma putaDiante de mim, uma santidade.
Se teimas em não entenderesNão me importo, já reconhecessesNo mar da amargura me encontroTardiamente me quero casta e nobre.
Diante de apelos e prospecçãoSinto-me responsável pela tua felicidadeVolto a tomar as rédeas da vidaAmargura, ódio e amor se misturam.
terça-feira, 18 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
JÁ NÃO AMO MAIS
O pecado não toma conta de minha vida
Não ando a procura de amores fúteis e sem vida
Sem paixão, sem coração, a procura de adoção
De alguém que aqueça o meu coração.
De alguém que aqueça o meu coração.
A vida me traz surpresas diárias, mas me deixa vazia
A lua se acovardou e de mim não faz poesia
Não tenho pulsar, não suo frio, não tremo na base
Cai do palco deixando as luzes se apagar atrás de mim.
Mas o que é o amor senão um sentimento abstrato?
Amar é deixar cair o véu da insanidade?
Ter um amor de verdade é mascarar a vaidade?
E se perder no marasmo, esquecendo a felicidade.
Tenho pensado sobre o amor e a solidão.
Ambos andam juntos se negando a trocar de trilhos
Sentimentos que traz felicidade e agonia
Noites de prazeres e a escuridão da insônia.
Quero morrer ladeada de amores sem corrosões
De prazeres infindos sem precisar doar flores
Amores fingidos, mas, destemidos de serem vividos
Etenamente incompreendidos
Su Angelote
quinta-feira, 6 de maio de 2010
IMPOSSÍVEL TE PERDER! ME PERDER!
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