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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

A SAUDADE ME LEMBROU QUE UM DIA TE AMEI

Foi num dia de sol que resolvi me apaixonar, sai pelo jardim da vida e encontrei você, sorrindo para mim. Você me olhou, me desnudou e me acompanhou.
Senti na minha alma suas mãos grandes, seus olhos penetrantes. O amor se transformou e tudo em mim se calou.
Apaixonei-me, meus dias eram suaves, minhas noites quentes!

De tudo que sonhei eu apenas queria você. Fiel, amante, amigo, companheiro. Senti que havia um sentido para viver o dia a dia da roda-viva, do caos de uma vida já tão ferida. Você me amou, se manifestou e me idolatrou. Fez-me feliz, nunca meretriz, nas noites em Paris.

Mas, do mesmo jeito que chegou você partiu. Nenhum adeus, nenhum beijo de despedida, nem mesmo uma briga mal resolvida. Apenas partiu. Com você levou a minha integridade, minha generosidade, minha vida arredia, minha morte antes tardia.

Hoje sou companheira da saudade, que me leva a caminhos que percorremos juntos. Ainda vejo a beleza e o brilho de teus olhos, refletindo o quanto fui feliz contigo e o quanto aqueceste  minha alma e rejuvenesceste o espírito do poeta que existe em mim.
Hoje quem domina minha vida não são tuas mãos grandes, é apenas a grande SAUDADE.

Su Angelote

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